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COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA POPULAR superou todas as expectativas
"Queremos fazer com que este colóquio constitua um marco naquilo que é a atividade do município e no âmbito da Arquitetura Popular - Francisco de Araújo, Presidente da Câmara Municipal
O Município de Arcos de Valdevez promoveu um Colóquio Internacional de Arquitetura Popular, entre os dias 3 e 6 de Abril, que reuniu na Casa da Artes concelhia cerca de 250 investigadores e participantes de diferentes áreas científicas para refletir o tema nas suas vertentes arquitetónicas, urbanísticas e culturais. Representadas estiveram instituições portuguesas, espanholas e brasileiras.
O Arquiteto Manuel Teixeira, um dos principais impulsionadores do projeto e Presidente da Comissão Científica, fez um saldo bastante positivo da iniciativa pela atividade que implicou, pela adesão (o número de palestrantes rondou os 100), pelos conteúdos debatidos e qualidade das intervenções. "Foi uma aposta ganha", regozijou-se, afirmando também que "Arcos de Valdevez manifestou o seu interesse e empenho na divulgação deste tema". Por isso, fez questão de agradecer publicamente ao Presidente da Câmara Municipal, Francisco de Araújo, pela abertura com que abraçou este projeto e ao Diretor da Casa das Artes, Nuno Soares. De fora não ficaram os agradecimentos a todos os outros envolvidos no projeto, nomeadamente, palestrantes, participantes, equipa científica e secretariado.
Francisco de Araújo, Presidente da Câmara Municipal, também fez uma abordagem bastante positiva desta jornada de quatro dias que trouxe, até Arcos de Valdevez, arquitetos e interessados pelo tema de várias partes do País e do Globo. O autarca afirmou veementemente que o Municipio pretende fazer com este Colóquio constitua um marco naquilo que é a atividade do mesmo e no âmbito da Arquitetura Popular.
"Queremos fazer com que a Arquitetura Popular seja um elemento central ao nível do desenvolvimento da terra", disse, atirando também que a autarquia espera voltar a fazer uma segunda edição, desta vez ainda com mais envolvimento e divulgação, de forma a alcançar a importância pretendida. Trata-se de um projeto que, na sua opinião, visa dar nota pública à comunidade acerca da importância de preservar o "imenso Património que existe", por isso, "(...) queremos aprofundar esta temática e dar corpo a este projeto (..) "temos a obrigação de velar pela manutenção do património".
Francisco de Araújo deixou também uma palavra de agradecimento ao Arquiteto Manuel Teixeira e a Nuno Soares pelo empenhamento demonstrado na organização da iniciativa.
A escolha dos temas a debater nestes quatro dias recaiu nas Áreas Temáticas: 1- Arquitetura Popular, os conceitos: popular, tradicional, regional, vernacular; 2- As influências cruzadas: rural/urbana;popular/erudita;tradicional/contemporânea; arquitetura / estruturas de povoamento e organização de território; 3- As Arquiteturas Populares: de habitação, trabalho, religiosa, efémera e novas arquiteturas populares; 4- A investigação da Arquitetura Popular, do século XIX à contemporaneidade; 5 - A Arquitetura Popular, o Modernismo e a arquitetura contemporânea; 6 - Os construtores e os saberes construtivos da Arquitetura Popular; 7 - A Arquitetura Popular, a preservação da cultura, valores sociais e económicos e, através deles, pretendeu-se abranger a realidade portuguesa, galega e brasileira, permitindo, assim, que se fizessem reflexões em relação a outras realidades.
Este colóquio teve também como objetivo fazer com que as pessoas percebessem a importância de olhar para a arquitetura popular não apenas no sentido da cultura e da memória, mas também em termos económicos, na sua relação com o Turismo e como fonte de inspiração para uma arquitetura contemporânea enraizada nas tradições.
A organização do Colóquio foi da autarquia, mas contou com a colaboração de uma conceituada Comissão Científica, composta por diversos arquitetos, dois antropólogos, um geógrafo e uma historiadora, em representação de instituições nacionais e internacionais.
Além das Comunicações, do programa das quatro jornadas internacionais fizeram ainda parte as inaugurações das exposições "Arquiteturas do Granito" e "Arquitetura Popular e Memória do Tempo e do Património Construído", bem como o lançamento de livros, dos quais se destaca a publicação "Construção do território e Arquitectura na Serra da Peneda - Padrão (Sistelo) e suas "brandas" - um caso de estudo", do arcuense Fernando Cerqueira Barros.
No último dia, 6 de Abril, foi feita uma visita à arquitetura rural do concelho. O percurso foi feito com saída da Vila, seguindo pela zona de S. Jorge, com paragem em Vilarinho do Souto, depois em Ermelo e na Branda de Rendufe. O grupo de 98 pessoas parou para almoçar em Soajo e depois fez uma visita a pé pelas ruas da povoação, vendo diversos exemplares de arquitetura popular. Pararam no Largo do Eiró e foram até ao núcleo de espigueiros. Seguiram para a zona norte do concelho, com paragem no miradouro do Tibo; continuaram para S. Bento do Cando e terminaram na Peneda e respetivo santuário.
A orientação da visita esteve a cargo dos Arquitetos Fernando Barros, Manuel Teixeira e do Arqueólogo Nuno Soares.
