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- Arcos de Valdevez recebeu o V Seminário ''Alto Minho: Desafio 2020'' - ''Uma Região Resiliente: Como tornar a região mais resiliente, sustentável e inclusiva'', organizado pela CIM Alto Minho
Arcos de Valdevez recebeu o V Seminário ''Alto Minho: Desafio 2020'' - ''Uma Região Resiliente: Como tornar a região mais resiliente, sustentável e inclusiva'', organizado pela CIM Alto Minho
"Estamos em tempos de definir prioridades que serão a sustentabilidade em relação ao futuro" "(...)uma região resiliente é o que pode resultar do Alto Minho Interior", Presidente da Câmara Municipal, Francisco de Araújo
Decorreu ontem, 31 de janeiro, na Casa das Artes concelhia o V Seminário "Alto Minho Desafio 2020" - "Uma Região Resiliente: como tornar a região mais resiliente, sustentável e inclusiva", organizado pela CIM Alto Minho. (O Desafio 2020 concretiza-se num conjunto de seis seminários, vários momentos de sessões temáticas (Focus Group) e dois concursos, para envolver de forma inovadora, todos os protagonistas da região na elaboração do Plano de Desenvolvimento do Alto Minho. Esta iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima conta com o apoio técnico da sociedade de consultores Augusto Mateus & Associados).
Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal, Francisco de Araújo, anfitrião da iniciativa, destacou a importância fundamental dos modelos de governação regional e intermunicipal para a boa gestão de fundos estruturais no período 2014-2020, alertando para o fato de que em altura de reformas em tempos de crise, estas têm sempre incidências mais nefastas para as regiões periféricas.
Interrogou-se também se no novo quadro autárquico a diminuição de competências das autarquias será argamassa de sustentabilidade, já que existirá uma significativa diminuição das capacidades financeiras e autonomia. Para o próprio " O desenvolvimento faz-se com pequenas iniciativas. É fundamental ter um poder autárquico forte, que faça e torne o território mais competitivo", diz.
O autarca defendeu ainda que a região é determinante para o desenvolvimento, nunca descurando as relações transfronteiriças. " A Abertura do Alto Minho interior passa por uma relação transfronteiriça", refere, frisando que é imprescindível dar o devido valor aos atores da região e não apenas considerar os que vem de fora.
Depois da sessão de abertura seguiu-se o primeiro painel, moderado por Maria Cerqueira, jornalista da RTP, contou com as intervenções de César Ferreira, delegado regional do Norte, do Instituto de Emprego e Formação Profissional; Jacqueline Barreto, do Instituto da Segurança Social; Joaquim Mamede Alonso, da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC); e Ana Rosas, do IAPMEI.
Já o Segundo painel teve como tema "Alto Minho - Desafio 2020: Perspetivas para uma região mais resiliente" e contou com a moderação de Ricardo Magalhães, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.
Neste painel interveio Augusto Mateus, Coordenador do Plano de Desenvolvimento do Alto Minho e Presidente da Augusto Mateus & Associados sobre o tema Alto Minho como região capaz de se adaptar à mudança que defendeu que "São as regiões que demonstrem uma maior capacidade de adaptação à mudança, de aprendizagem e inovação, as que serão menos vulneráveis perante choques externos (como fenómenos naturais, crises económicas, alterações políticas), sendo por isso mais sustentáveis, na medida em que são capazes de mudar e de mudar mais rapidamente".
A articulação de capacidades de resposta por parte dos diferentes atores regionais foi outra das premissas indicadas como forma de desenvolver uma estratégia de resiliência para o Alto Minho, orientada para três objetivos: sustentabilidade, apostando nos recursos endógenos da região e na sua diferenciação; coesão territorial, promovendo a concertação social e as redes colaborativas como meio facilitador e gerador da inclusão social; e competitividade, pela via da iniciativa empresarial e da "especialização inteligente" (orientada para mercados específicos), e pela valorização de competências e da mobilidade profissional. Foi dado particular enfoque, neste âmbito, ao papel do IPVC, enquanto "plataforma de conhecimento", na articulação com as empresas e setores do Alto Minho, através de uma oferta formativa que permita introduzir transformações nos modelos produtivos, tornando-os mais eficientes e mais amigos do ambiente.
Seguiu-se uma mesa redonda sobre "Dinâmicas de resiliência: adaptação, flexibilidade e mudança", moderada por Ricardo Magalhães, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), onde foram oradores Rui Teixeira, presidente do IPVC; Manuela Coutinho, do Centro Distrital de Segurança Social de Viana do Castelo; João Manuel Esteves, diretor da In.Cubo (Incubadora de Iniciativas Empresariais Inovadoras); Carminda Morais Leitão, coordenadora do projeto "Capacitar para a qualificação e inovação das redes sociais do Minho-Lima"; Ana Paula Xavier, coordenadora da Adriminho (Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho); António Luís, diretor do CENFIM - Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica (Núcleo dos Arcos de Valdevez); Teresa Ventin, coordenadora do EURES Transfronteiriço Norte de Portugal-Galiza; e Joaquim Reis, agricultor em modo de produção biológica em Viana do Castelo.
