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Já se encontra patente ao público a exposição de desenho, ilustração e pintura de Alves da Silva
"O desenho é a "minha praia". A pintura é uma experiência mais recente. (...) Para encontrar algum equilíbrio interior sinto uma grande necessidade de desenhar e, muitas vezes, de pintar.", Alves da Silva
Abriu ontem (8 de Novembro) ao público, no foyer da Casa das Artes concelhia, a exposição de desenho, ilustração e pintura do artista multifacetado António Alves Soares da Silva.
Com formação na área das artes, lecionou desenho de representação e de figura humana na ESAP, dedicando-se simultaneamente à sua atividade profissional de designer gráfico e fotógrafo.
A pintura é a sua descoberta mais recente (só há 2/3 anos é que a tem levado mais a sério) e apoia-se nela para atingir o equilíbrio emocional, retratando através da mesma o seu estado de espírito - "pinto quando estou aborrecido; quando estou feliz por algum motivo; quando quero receber ou dar carinho...normalmente pinto o meu estado de espírito. Se há alguma coisa que não está bem, recolho-me e as coisas vão aparecendo", atira.
Na sua opinião a exposição agora patente não deverá ser considerada uma exposição e sim uma mostra, por não ter uma temática e ser a reunião de obras que tem em seu poder. Trabalhos realizados desde os anos 80/90 até agora. "De certa forma esta exposição resulta da pressão de amigos que muito insistiram para eu apresentar os meus trabalhos. São todos diferentes porque não exerço uma atividade continuada. É uma atividade constante mas não contínua", refere explicando o porquê das obras muitas vezes não terem qualquer tipo de ligação entre elas.
Alves da Silva admite que ainda se encontra a "explorar a pintura", no entanto afirma que o material preferido para a realização das suas obras é o acrílico, por ser muito impaciente e gostar de concluir rapidamente as obras. Já técnica, também diz não ter nenhuma em específico - "Corre bem, corre bem....se não corre, pinto por cima" . Em relação às cores diz render-se muitas vezes aos azuis, mas não assume ter uma preferida, pois "todas têm uma razão e o seu lugar".
Com grande respeito pelo desenho (a maior parte das suas pinturas resultam de desenhos elaborados por si) diz que a pintura será para continuar e que as próximas obras que fizer vão ser "sempre fruto de uma consequência e não a motivação".
De todas as obras expostas a sua preferida é "O Dia do Pai". Um quadro que na sua ótica reflete exatamente aquilo em que estava a pensar quando o esboçou - a ideia de que um homem só estará verdadeiramente completo quando tiver um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.
Fã de Picasso, este artista fortemente influenciado pelo desenho e linguagem gráfica, deixará o público arcuense apreciar as suas obras até ao próximo dia 6 de Janeiro, dia em que termina esta sua primeira exposição individual.



