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''Conferências Por Vez'' - Fernando Rosas em Arcos de Valdevez para refletir sobre Salazar e o país
"A Arte suprema de António Salazar foi a arte de saber durar" (...) "Em rigor o 25 de Abril consagra a liberdade de expressão", Fernando Rosas
No passado dia 29 de maio teve lugar no auditório da Casa das Artes concelhia, a segunda conferência deste ciclo, iniciado em Dezembro último.
Depois da primeira conferência ter trazido a Arcos de Valdevez o engenheiro Mira Amaral, foi a vez de Fernando Rosas, historiador e político português, aceitar o convite para, através do seu conhecimento e eloquência, contribuir para o enriquecimento da bagagem cultural dos arcuenses.
Francisco de Araújo, Presidente da Câmara Municipal, adiantou que "esta é uma iniciativa que o município pretende levar a cabo com frequência, com o objetivo de trazer a lume temas da atualidade e cuja envolvência e interesse abarquem uma franja dilatada da comunidade, bem como temas que ensinem algo às pessoas", daí o tema desta palestra ter recaído nas "Repercussões do Estado Novo no Portugal Contemporâneo", um período de grande importância da história do País.
Fernando Rosas fez um resumo excelente do período do Regime do Estado Novo e explicou como é que este conseguiu ter tanta durabilidade.
Debruçou-se sobre a aliança do regime com a Igreja, a qual "legitimava religiosamente o regime" e que apesar de não poder fazer política direta tinha vastos privilégios; sobre os acordos em relação à questão social que proibiam o direito à greve e acabaram com a luta de classes; sobre os acordos em relação à economia através da regulação estatal e corporativa que implicou sempre "Prosperidade sem riscos e modernidade condicionada"; as organizações em profundidade de repressões (preventivas e políticas) e intimidação, bem como sobre a proibição das liberdades públicas fundamentais.
Quem esteve presente conseguiu obter vasta informação e pormenores interessantes sobre este regime que marcou a história de Portugal e dos Portugueses, tendo as visões apresentadas gerado um debate posterior, saudável e enriquecedor, com intervenções do público e do investigador.
As conferências ficarão registadas num volume impresso que compile as intervenções anuais, permitindo, deste modo, uma perpetuação e uma memória efetiva dos temas e das personagens que os abordam.

