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Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA POPULAR

04 Abril 2013
Município de Arcos de Valdevez

O Município de Arcos de Valdevez encontra-se a promover um Colóquio Internacional de Arquitetura Popular, que arrancou ontem, 3 de Abril, e termina no próximo dia 6.

Esta iniciativa vai reunir na Casa da Artes concelhia cerca de 100 investigadores de diferentes áreas científicas para refletir o tema nas suas vertentes arquitetónicas, urbanísticas e culturais e, representadas, estarão instituições portuguesas, espanholas e brasileiras.

No âmbito desta realização, no primeiro dia, além das Comunicações, do programa fizeram ainda parte as inaugurações das exposições "Arquiteturas do Granito", da autoria de António Menéres e exposta do foyer da Casa das Artes concelhia, e "Arquitetura Popular e Memória do Tempo e do Património Construído", da autoria de Manuel Teixeira e exposta ao ar livre, mais precisamente no Campo do Trasladário, bem como o lançamento da publicação, "Construção do território e Arquitectura na Serra da Peneda - Padrão (Sistelo) e suas "brandas" - um caso de estudo", do arcuense Fernando Cerqueira Barros e cuja edição esteve a cargo do município.

No caso das mostras, ambos os autores se propuseram a chamar a atenção para aquilo que a arquitetura engloba e as suas mudanças ao longo do tempo. No caso da "Arquitetura Popular e Memória do Tempo e do Património Construído", esta, foi colocada no Campo do Trasladário para, conforme referiu o autor, "mostrá-la aos não convertidos e sensibilizar os menos atentos" para as semelhanças existentes entre a arquitetura de hoje e a de anos atrás. "Há hoje uma tentativa de retoma na arquitetura (...) não é por acaso que hoje se veem casas revestidas a pedra (...) verificam-se muitos pormenores com o antigamente, pormenores construtivos muito idênticos aos do passado", atestou.

Nesta mostra, que considera ser de alto risco, Manuel Teixeira faz a caracterização da arquitetura desde as suas origens, passando pela sinalização das casas de zona de vale, montanha ou serrana; foca também componentes da arquitetura como os tetos, os pavimentos, as portas, janelas e a decoração, indo ate às novas arquiteturas.

Despois das apresentações das exposições seguiu-se a apresentação da obra "Construção do território e Arquitectura na Serra da Peneda - Padrão (Sistelo) e suas "brandas" - um caso de estudo", do arcuense Fernando Cerqueira Barros. Um trabalho realizado no âmbito da sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, na FAUP - Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto que pretende refletir sobre diversas questões relacionadas com a Arquitetura, entendida enquanto ação de conformação/construção de um determinado Território.

Segundo o autor, o principal objetivo deste trabalho é o reconhecimento e caracterização dos fenómenos de Construção do Território na Serra da Peneda, nomeadamente as suas particularidades e especificidades, no que diz respeito à forte relação que este tem com as condicionantes geográficas e económicas impostas, sendo dada uma particular importância ao estudo da história local, associando-a aos factos mais recentes, procurando dessa maneira, inter-relacioná-los.  

Neste livro é feito um estudo nas mais diversas escalas dos fenómenos de construção do território da Serra da Peneda. Desde a forma como se organiza e compartimenta o Território em diversas "Unidades Territoriais", a morfologia dos aglomerados rurais, das brandas, até à escala do edifício e construções peculiares.

Com ele, pretendeu-se ainda, " fazer uma breve reflexão acerca da maneira como as recentes alterações económicas e sociais interferiram na Arquitetura Local, nomeadamente através do denominado fenómeno das construções de "emigrantes".

Durante o dia de hoje (4 de Abril) os palestrantes debruçaram-se sobre as temáticas "As Arquiteturas Populares: de habitação, trabalho, religiosa, efémera e novas arquiteturas populares" e "A investigação da Arquitetura Popular, do século XIX à contemporaneidade"

A organização deste Colóquio, que se prolonga até ao próximo sábado, é da autarquia, mas conta com a colaboração de uma conceituada Comissão Científica, composta por diversos arquitetos, dois antropólogos, um geógrafo e uma historiadora, em representação de instituições nacionais e internacionais.

O último dia, 6 de Abril, será reservado a uma visita à arquitetura rural, a decorrer entre 08h00 e as 18h00.

 

Conteúdo atualizado em19 de maio de 2025às 13:00
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