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02.JUN. SEX. / 22H00
TEATRO
AUDITÓRIO DA CASA DAS ARTES
HENRIQUE IV PARTE 3
DE JACINTO LUCAS PIRES.
COM IVO ALEXANDRE, LUÍS ARAÚJO,PAULA ANABELA E ANABELA FAUSTINO
INSERIDO NA MOSTRA DE TEATRO LUSO-BRASILEIRO DE ARCOS DE VALDEVEZ
Um tradutor, Henrique, como um príncipe precário. Quer mudar Shakespearepara a língua portuguesa mas tem de passar os dias a fazer traduçõestécnicas de empilhadoras e autoclismos para ganhar a vida. Épreciso pagar o crédito da casa, do carro, a eletricidade, a água, o gás,a internet, vários seguros, impostos, o telemóvel, etc. Iolanda, a mulher,trabalha como educadora de infância. Sonha ter filhos, mas só quandoconseguirem "alguma estabilidade". No dia de São Nunca À Tarde, talvez.E há ainda Miriam, a mulher-a-dias, passeando o seu desprezo tãosedutor pela sala de estar. Henrique vive a vida aos poucos, deixando-seir - até que conhece Falstaff. Exato, o próprio. O grande gordo genialde Shakespeare. Uma visão real. Mais real que irritações quotidianas,frustrações empilhadas, mais sólida que este triste tempo, feito de temposmortos. Uma visão realíssima sentada no banco da cozinha a enfardarbolachas de manteiga escocesas: Falstaff! E a partir daí, bum, a vida vemtoda de uma vez.
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