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- ''O Estado em que Estamos'' - Luís Marques Mendes apresentou, em Arcos de Valdevez, livro publicado há cerca de um mês e meio que já vai na sua segunda edição
''O Estado em que Estamos'' - Luís Marques Mendes apresentou, em Arcos de Valdevez, livro publicado há cerca de um mês e meio que já vai na sua segunda edição
"A apresentação do meu livro em Arcos de Valdevez, neste espaço belíssimo (Casa das Artes), é uma oportunidade para prestar homenagem a um grande Presidente de Câmara... um grande autarca, que tem uma obra notável e é um dos grandes Presidentes de Câmara que Portugal tem tido ao longo dos tempos" - avançou Marques Mendes referindo-se a Francisco Araújo.
Teve lugar na passada sexta-feira (8 de Abril), na Casa das Artes concelhia, a apresentação do livro "O Estado em que Estamos" de Luís Marques Mendes, que contou com a presença do próprio.
Com auditório bastante composto, o Presidente da Câmara Municipal, Francisco Araújo fez as honras da casa ao abrir a sessão, enaltecendo o trabalho de Marques Mendes enquanto politico e referindo a honra que sentiu por este ter escolhido Arcos de Valdevez para a apresentação deste livro. "Continua em forma com a sua lucidez e não foi por acaso que foi escolhido há muitos anos para ingressar nesta vida política", disse.
Em seguida, Marques Mendes falou de um livro que diz ser apartidário, apesar de político, e que foi escrito antes da crise política vivida em Portugal actualmente: "É um livro que nasce um pouco da experiência que tenho e do exercício de cidadania que pretendo ter. Tenciono ter opinião sobre as questões e quero reflecti-las com os meus concidadãos. Entendi que devia expor o meu pensamento actual em livro. Escrevi-o a pensar no estado em que estamos e tive um enorme prazer em fazê-lo, por isso ficarei satisfeito se os meus amigos tiverem o mesmo prazer ao lê-lo", avançou.
"Portugal vive um momento singular da sua História contemporânea. Vivemos uma crise financeira, económica, social e política, e, quatro crises no mesmo período são um facto único. A crise financeira vai-se resolver, mas é preciso percebermos porque é chegamos até aqui...Há anos que o País vive acima das suas possibilidades e, em particular, o Estado que consome mais do que pode e do que os portugueses lhe podem dar.", disse referindo-se ao estado em que Portugal se encontra.
Ainda em relação às crises avançou que "a crise financeira é a mais fácil de resolver...vamos ter ajuda externa e haverá medidas difíceis, mas Portugal já entrou em bancarrota mais do que uma vez ao longo da sua História e conseguiu sempre superar os problemas.
O problema maior e mais delicado é o Económico que é um problema só nosso e não diz respeito à União Europeia. Não se pode falar só em cortar. É preciso falar em criar riqueza e construir progresso. É necessário ter uma ideia económica... Para que haja melhorias, é necessário que as ideias centrais sejam a competitividade e a produtividade", defendeu.
Em relação ao futuro expressou a ideia de que é "extremamente necessário que o próximo Governo de Portugal seja maioritário". É um crime político existir um Governo minoritário no nosso País. Precisamos de maioria para tomar decisões. Um Governo minoritário não existe. É uma ficção. Os dois maiores partidos não devem estar juntos no Governo, mas sim entenderem-se em diversas matérias. Vamos ter de mudar de pensamento e de políticas nos sectores todos".

