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Fotógrafo Lino Silva apresenta primeiro trabalho na Casa das Artes de Arcos de Valdevez
"São os pontos de entrada e de saída da imagem que me chamam à atenção para fotografar (...) Fotografias em exposição tornam-se imagens fortes pelas linhas e até bonitas do ponto de vista decorativo", Lino Silva.
Desde o passado dia 14 de Maio que o jovem fotógrafo, de Vila Real, Lino Silva tem patente ao público na Casa das Artes de Arcos de Valdevez a sua primeira exposição individual de fotografia. Uma mostra, resultado do trabalho final do Curso de Fotografia Profissional que tirou na Oficina da Imagem, onde se distinguiu pela originalidade nas composições e enquadramentos fotográficos.
Para esta primeira exposição composta por 14 trabalhos, Lino Silva, apesar de amante de Fotojornalismo, apostou em dar a conhecer o seu trabalho através de fotografias gráficas, abstractas e decorativas, sendo o seu forte as diagonais e as linhas que não são perceptíveis, realizadas a partir de "coisas banais para não ferir susceptibilidades, nomeadamente a madeira, o metal ou a Natureza, o que ajudou, em muito, a conseguir as críticas positivas que recebi ".
"A intenção era agradar as pessoas. As fotografias foram filtradas previamente. Não me quis tornar demasiadamente "autista" ao estar a apresentar imagens que gostei, correndo o risco dos outros não gostarem", disse, assumindo que certamente não irá fazer outra exposição que agrade a tanta a gente como esta.
O trabalho de fotógrafo é moroso e, às vezes, fotografar demora tanto como pintar um quadro. Para realizar alguns dos trabalhos em exposição Lino Silva diz ter demorado horas, ou até noites inteiras, pois foi necessário escolher o local, esperar pela melhor luminosidade e avaliar vários factores externos até obter o resultado pretendido - "Nas fotografias há muito de pensado, mas também há muito de instantâneo".
"Vejo estas fotografias como sendo adornos para decoração porque são imagens com linhas, abstractas, com bastante impacto e que funcionam quase como pinturas. Elas podem suscitar diversas opiniões", disse.
A imagem que deu origem a esta mostra foi a do "Vimieiro" e nela o artista captou um pormenor da "confusão" dos ramos da árvore. Depois desta quis encontrar outro tipo de "desordem", mas desta vez feita pelo Homem, tendo obtido o seu segundo trabalho através da fotografia de um pormenor da Ponte D. Luís. Conforme diz, "apesar de serem diferentes, são fotografias gémeas", pois ambas mostram ramificações. Uma da Ponte e outra da Árvore.
Lino Silva está constantemente a trabalhar e, sem compromissos, avançou que gostava de expor novamente ainda este ano em meados de Setembro ou Outubro, mas desta vez com trabalhos de fotojornalismo.
Esta exposição estará disponível ao público até ao próximo dia 29 de Maio no Foyer do Auditório da Casa das Artes, todos os dias úteis das 10h00 às 18h00; aos sábados das 15h00 às 18h00 e das 21h30 às 23h00 e ainda aos domingos das 21h30 às 23h00.


