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- Exposição de pintura de António Aguiar (Taroza) patente ao público até ao dia 1 de Janeiro
Exposição de pintura de António Aguiar (Taroza) patente ao público até ao dia 1 de Janeiro
A Simplicidade é o tema que mais interessa ao autor por isso, conforme afirmou, esta mostra é a exaltação da Vida e do Simples.
"A exaltação da vida é o que mais me faz mexer, falar e pintar. Sinto-me uma pessoa alegre. Não feliz, porque não gosto do que se passa no mundo, mas prezo a alegria, a felicidade, a luz... e esta mostra é muito isso...é para a Luz e não para o negativismo!", revelou Taroza.
O artista, pintor e escultor arcuense, António Aguiar tem patente ao público desde o passado dia 10 de Novembro e até ao próximo dia 1 de Janeiro, na Casa das Artes concelhia, uma exposição de pintura onde exalta a Vida e o Simples.
Segundo o próprio, em todos os trabalhos expostos existe uma linha condutora comum. Depois, individualmente, direcionam-se para temáticas diferentes, estando sempre todos relacionados com o Ser.
Quando explicava um dos exemplares onde retrata a figura de Cristo, António adiantou que "com ele quis expressar o facto de todos nós sermos Cristos na nossa vida," referindo também, a propósito, que esta exposição é uma revolta da sua parte: "É um dizer quase que basta, de nós sermos escravos e de sermos Cristos na Terra. Pagamos uma pena bastante forte devido a não sermos simples... de não sermos como as crianças, que são seres mais simples e vivem despreocupadas... de não vivermos aquilo que é mais importante, em detrimento daquilo que é urgente. Nela falo de Cristo, dos extratos sociais, sobre a criança, porque ela é o ser...é quando nós somos realmente mais simples e quando tudo parece que flui, sem a preocupação da morte ou de ganharmos dinheiro. Falo também da família, do amor, da fertilidade e do conhecimento".
Quando se refere à sua forma de criar, António revela que "das coisas mais belas que existem é o cavalo, a figura feminina e o golfinho", daí representar muitas vezes nas suas obras a figura da mulher. Explica também que o seu trabalho é muito simbolista (tem muitas representações e simbologias) e quando "pinto não há nada de racional. Ponho música, isolo-me o mais possível e com toda a emoção mergulho nas coisas. Nem sei como me saem... escolho uma temática e faço um trabalho científico e de pesquisa anteriormente mas, depois de pegar nos pincéis e na espátula, é só emoção e nada de razão."
São todas obras bastante morosas de fazer devido à técnica e minuciosidade que implicam. "pinto e deixo secar para poder voltar a pintar por cima", adiantou, referindo que devido à complexidade que cada obra envolve é-lhe muito difícil avançar com uma preferida "sei o gozo que cada trabalho me deu fazer por isso não consigo escolher um como preferido...todos têm um pensamento por trás e em conjunto representam um trabalho só", refere.
Maioritariamente pintados em tons terra, António explicou que gosta de usar nos seus trabalhos cores quentes, nomeadamente os pretos, os vermelhos, os castanhos e os bordeaux. Para si estas são as cores que mais se identificam consigo. "Não sei se terá alguma coisa a ver com o facto de ter nascido em Angola", justificou.
Nesta mostra o visitante também poderá encontrar esculturas e exemplares de joalharia concebidos a partir da escultura a "Vida", realizada por Taroza. Uma figura concebida a partir de dois traços curvos, que adorna uma das rotundas da Vila de Arcos de Valdevez, e que conforme explicou foi assim construída porque "nós na nossa vida temos necessidade de atacar e de nos defendermos para sobreviver. Com os dois traços que compõem a figura quis representar o "atacar", o "defender" e o "abraçar". Três cenas correntes do nosso quotidiano que o observador pode ver mediante o ângulo em que estiver olhar para ela".
No âmbito desta exposição, Taroza apresentou um livro onde se encontram várias obras suas e textos da sua autoria que explicam os seus estados de alma e em palavras descrevem os seus quadros. "Esta edição de autor é muito importante porque credibiliza o meu trabalho. É um projeto que já ansiava realizar há muito tempo", adiantou.
O artista já se encontra a trabalhar numa nova exposição. Conforme revelou seguirá as mesmas linhas, no entanto para já encontra-se preocupado em apresentar as obras agora expostas em Arcos de Valdevez que depois do dia 1de Janeiro estarão no Porto.
A mostra poderá ser visitada nos dias úteis das 10h00 às 18h00; aos sábados das 15h00 às 18h00 e das 21h30 às 23h00 e aos domingos das 21h30 às 23h00.

