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Espaço Florestal

Arcos de Valdevez tem um vasto e rico património ambiental. O concelho está inserido no único Parque Nacional, o PNPG, único no contexto português, e integra ainda a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés (RBTGX) declarada em 27 de Maio de 2009, pela UNESCO o que, só por si, é indicativo da riqueza ambiental, paisagista e de biodiversidade do território e da importância que tal assume no contexto nacional e internacional, ao nível de espaço classificado e de espécies protegidas. Com sítios assinalados na Rede Natura 2000, esta paisagem é fruto da longa e preventiva simbiose entre o Homem e a Natureza. Como resultado desta interação secular, a área dos socalcos de Sistelo foi classificada como Paisagem Cultural, a primeira classificação deste género em Portugal.

Como tal, a floresta reveste-se de enorme importância para a população e economia locais, desempenhando papéis extremamente relevantes no processo de desenvolvimento sustentável que se preconiza para o concelho. Ela é fonte de bens como madeiras, combustíveis, alimentos e matérias-primas, tem funções de proteção do solo contra a erosão, de controlo do ciclo e da qualidade da água; é a “casa” de centenas de espécies animais e vegetais e tem um elevado valor paisagístico e recreativo.

Através da grande extensão florestal do Município é possível fazer a valorização económica dos produtos locais, da agropecuária, do comércio, do turismo de natureza e consequentemente apoiar a fixação de jovens.

A relevância da paisagem florestal para o progresso do concelho leva-nos a executar muitas iniciativas para proteger a floresta contra o grande flagelo que são os incêndios, nomeadamente, a criação da rede primária de defesa da floresta, o apoio às equipas de sapadores florestais assim como aos Bombeiros Voluntários e à respetiva Equipa de Intervenção Permanente, entre outras.

 

Ocupação do solo

O concelho de Arcos de Valdevez segundo a Carta de Ocupação do Solo de 2012 (PROTEC|GEORISK, CIM ALTO MINHO), é um território cuja ocupação é notoriamente diversificada, no entanto, apresenta-se com algumas categorias com maior evidência. O tecido urbano [U] representa 3,7% da área total do Concelho. Os matos e incultos [I] constituem a categoria mais representativa do vasto território, maioritariamente os espaços de montanha (60%), sendo compostos na sua maioria por vegetação arbustiva baixa e algumas pastagens naturais pobres [II] e por pinhal degradado ou de transição [IP], o que implica um cuidado mais rigoroso, no âmbito da definição do Plano de Acção do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

As culturas agrícolas [C] ocupam cerca de 8.360hectares, ocupando a zona mais baixa, principalmente ao longo do rio Vez e que correspondem às áreas de menor declive e de maior aptidão agrícola, ocupando no conjunto, 18,7% do território.

No espaço de meia encosta e nos solos mais profundos, em zonas com aptidão para a floresta ou nas zonas que não sofreram o flagelo da elevada recorrência dos incêndios florestais, localizam-se povoamentos florestais, ocupando cerca de 17,1%.

Pela análise do histórico dos incêndios constata-se que as áreas de matos são aquelas com maior suscetibilidade e que apresentam uma maior recorrência do fogo. Este facto explica-se por ser este o tipo de ocupação do solo mais representativo no concelho, em virtude do uso do território para a atividade pastoril de montanha. Constata-se um aumento da área de matos devido, por um lado, ao abandono da agricultura, por outro lado, devido à recorrência do fogo sobre povoamentos de pinheiro-bravo resultantes de regeneração natural.

 

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Povoamentos Florestais

A espécie florestal predominante é o Pinheiro-bravo (Pinus pinaster), seguida pelo Carvalho (Quercus robur). O Pinheiro-bravo é uma espécie de fácil adaptação, extremamente tolerante, resistente à seca e desenvolve-se facilmente em solos pobres em nutrientes e pouco profundos. A decomposição das suas agulhas origina um substracto ácido, ao qual se adapta um variado tipo de flora: Ulex europaeus (Tojo arnal), Cytisus scoparius (Giesta), Chamaespartium tridentatum (Carqueja), Erica spp. (Urzes), entre muitas outras espécies.

Devido ao pastoreio e à constante desarborização provocada pelos sucessivos fogos florestais que se apresentam com elevada frequência no território, as espécies que compõem a classe dos matos vêm substituir os povoamentos florestais. Por outro lado, devido aos incêndios existem espécies invasoras lenhosas, mais adaptadas ao fogo - pirófitas - cada vez mais presentes no território, o que implicará a sua necessária erradicação ou controlo.

A elevada recorrência do fogo no território tem acarretado à perda substancial dos povoamentos de Pinheiro-bravo, cuja regeneração natural fica imediatamente condicionada ao próximo incêndio, pelo que as probabilidades desse povoamento vingar são muito reduzidas face ao regime de incêndios com ciclos de 4 a 5 anos no território de Arcos de Valdevez, principalmente onde a atividade de exploração em regime extensivo é dominante.

 

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