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Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

Rota dos Gigantes do Vale do Lima

17 Julho 2014

Padre Himalaya é o Gigante arcuense

A Rota dos Gigantes do Vale do Lima é um novo produto turístico que envolve quatro Concelhos da região, cada qual com a sua figura histórica universal, que promoveu Portugal no Mundo: Padre Himalaya (Arcos de Valdevez), Fernão de Magalhães (Ponte da Barca), Francisco Pacheco (Ponte de Lima) e João Álvares Fagundes (Viana do Castelo)

A cada Municipio corresponde um "gigante", sendo que Arcos de Valdevez tem como referencia a personalidade notável do Padre Himalaya, cientista do início do séc. XX, considerado um percursor das  energias renováveis, designadamente pelo aproveitamento da energia solar, bem como do conceito do desenvolvimento sustentável.

No concelho, o visitante pode fazer uma passagem pela freguesia de Cendufe, berço de Himalaya, e pelo cemitério da localidade, onde se encontra sepultado o cientista. Em direção à vila, pode ser feita uma paragem no imponente monumento em sua homenagem, da autoria do escultor José Rodrigues, totalmente em bronze e erigido em 2013 por iniciativa da autarquia; o passo seguinte é a paragem na zona do Trasladário, marginal urbana do Rio Vez, para observação do busto de Himalaya, da autoria de Eduardo Tavares, com seguimento para a Casa das Artes local, onde, no espaço da Biblioteca Municipal, será possível aceder à bibliografia sobre o cientista, incluindo o volume de textos inéditos de Jacinto Rodrigues, editado pelo município em 2013, ou o visionamento do documentário "A utopia do padre Himalaya".

A Rota dos Gigantes do Vale do Lima foi lançada pela ADRIL. Pela sua originalidade, esta rota constituiu um excelente argumento para visitar e conhecer o Vale do Lima, através de 4 ilustres incontornáveis da História universal que projetaram Portugal nos 4 cantos do Mundo.

 

GIGANTE DO VALE DO LIMA - O INVENTOR: PADRE HIMALAYA

Manuel António Gomes Himalaya nasceu em Cendufe, Arcos de Valdevez a 9 de Dezembro de 1868. O seu estranho apelido tornou-o logo conhecido.

Inscreveu-se no Seminário, em Braga; e logo aí fez algumas experiências sobre o "ar líquido". Era o princípio de uma vida que dedicaria à ciência.

Não se conformando com o desenvolvimento científico achou que deveria ir mais longe e criou um sem número de invenções que o tornaram mundialmente conhecido.

 

Os seus aparelhos foram apresentados em todo o mundo; mas causaram uma especial admiração quer do público, quer da comunidade científica na Exposição Universal (1904) em St Louis, Missouri, Estados Unidos, com a apresentação do "Pirelióforo", uma estrutura metálica que captava a energia solar: com apenas 80 m2 de superfície obtinha uma temperatura utilizável de 3.500 graus de temperatura. O "New York Times" e outros grandes jornais americanos deram-lhe honras de primeira página. E, naturalmente, recebeu o mais importante prémio da exposição.

Foi ainda naquele país que inventou a himalaíte, uma espécie de pólvora que tinha por base o cloreto de potássio.

Em 1908 desenvolveu estudos sobre a irrigação total de Portugal aproveitando os cursos de água do país; mas também soube fazer o inventário dos locais onde se poderiam vir a fazer aproveitamentos hidroelétricos.

A vulcanologia e a sismologia foram algumas das ciências que estudou e a que deu achegas importantes. Mas, ao mesmo tempo, desenvolveu outros estudos sobre o desenvolvimento da agricultura portuguesa, adubos orgânicos, ensino agrícola, arborização...

Eduardo Pires de Oliveira

Saiba mais sobre o Padre Himalaya por Jacinto Rodrigues: www.jcrodrigue.com

 

Município de Arcos de Valdevez
Conteúdo atualizado em1 de junho de 2017às 16:05
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