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Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

Clube de Futebol Atlético de Valdevez suspende a actividade passados 64 anos – Câmara Municipal disposta a apoiar o AVV através de um contrato de superfície

04 Dezembro 2009

O Clube Atlético de Valdevez suspendeu a sua actividade passados 64 de existência e, em conferência de imprensa, Francisco Araújo, presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, manifestou a sua profunda surpresa, adiantando que, devido a todos os apoios concedidos à instituição ao longo dos anos, “em primeiro lugar, merecíamos (Câmara Municipal) uma palavra sobre essa tomada de decisão”.

Para o autarca “é importante resolver as questões assumindo as responsabilidades” e sabendo das dificuldades porque estas instituições passam – afirmando não se querer intrometer na vida do Clube – avançou que “é com mágoa que vê a situação presente”. No entanto referiu que é sua convicção “que os arcuenses/sócios saberão encontrar respostas para que a instituição perdure”.

Disse também que “o município arcuense teve sempre para com o Atlético o cumprimento das suas obrigações em termos de protocolos desportivos assinados com o Clube”, avançando que desde o ano 2000 a 2009 foram dados ao mesmo €1.483.657,51, dos quais 564.506,85€ foram transferidos para obras a realizar no Estádio para que o Clube pudesse jogar na 2ª divisão, nunca tendo, por isso, contribuído para a situação em que se encontra.

De acordo com Francisco Araújo, nos últimos meses a autarquia foi confrontada com notificações de vários pontos que informavam o município de que o AVV tinha sido penhorado. Uma grande injustiça aos olhos do autarca que afirmou que “ não é justo que agora venhamos pagar dívidas feitas por outras pessoas. Não cabe ao município assumi-las”.

Relativamente a investidores interessados no Clube, o autarca revelou que a pedido do AVV ainda chegou a receber um investidor canadiano que se revelava interessado no mesmo, desde que o município fizesse um Estádio no mínimo com 10.000 lugares de bancadas, infra-estruturas de apoio e todo um conjunto de necessidades que têm de ser respeitadas para efeitos de legalização – exigências que foram logo postas de parte já que para o autarca “não vão de encontro às necessidades do concelho”.

No entanto, adiantou que “o município tem sim, um projecto relativamente ao seu parque desportivo que vai ser feito de forma faseada”, tendo já em fase de candidatura o projecto para a construção de um pavilhão desportivo – “Uma intervenção adequada, compatível com as necessidades e interesses do concelho que é requalificar o Campo da Coutada com balneários e bancadas com 400 lugares”.

Afirmando que foi devido aos contratos milionários realizados pelo clube que este chegou à situação em que se encontra; que sempre tentou ajudar e aconselhar a instituição de várias formas, tendo, inclusive, proposto que se fizesse uma auditoria ao mesmo para que se soubesse ao certo a sua situação financeira; e, descartando, por isso, toda e qualquer responsabilidade à Câmara Municipal, afirmou que a autarquia se encontra “com uma postura de acompanhamento do caso e caberá a todos os associados encontrar uma solução”.

Apesar de não concordar em assumir qualquer tipo de compromisso com investidores, não inviabiliza os investimentos, avançando que, caso seja essa a solução, a Câmara Municipal apoiará através de um contrato de direito de superfície.

O autarca ainda espelhou o seu “estado de alma” dizendo que aquilo que o mais “magoa é o facto de muitos jovens do concelho terem ido jogar para o Clube e ele se encontrar na posição em que se encontra”, e, advertiu dizendo, “nunca tenhamos a veleidade e ambição de tornar pequenos clubes em empresas – facto que o levou à situação actual”.

Município de Arcos de Valdevez
Conteúdo atualizado em1 de junho de 2017às 16:05
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