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- Exposição de Pintura de Pedro Constantino
Exposição de Pintura de Pedro Constantino
Pedro Constantino, nascido em 1972 no Porto, onde continua a residir, é licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes do Porto.
Exposições:
Centr'arte - Maia - 2012
Arte Contemporânea - Maia - 2012
ArtVilnius - Lituânia - 2011
"All the imperfect things" - Galeria Serpente, Porto: 2009
Arte Lisboa (Galeria Serpente) - 2009
Arte Lisboa (Galeria Serpente) - 2008
II Prémio Baviera de Pintura - 2002
Taller-Exposición de Pintura Iberoamericana 2001 no IFEMA em Madrid
Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II /2001 em Sintra
Prémio de Pintura João Barata - 2001
III Concurso de Artes Plásticas "Sandeman - Splash! Arte e Design em competição 2001"
Galeria 57 em Leiria
"Oito Manifestos" na Galeria Arte e Oficina em Setúbal
Arte 00 no Exposalão Batalha
Exposição "Colectiva de 3º aniversário" na Galeria 57 em Leiria
Exposição "Finalistas 2000 da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto" na Biblioteca Municipal de Santa Maria de Feira
Exposição do "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 2000" no Museu Grão Vasco de Viseu
Exposição "32 Jovens Pintores" na Galeria 57 em Leiria
Prémios
1ª Menção Honrosa - Prémio de Pintura João Barata 2001
Menção Honrosa - III Concurso de Artes Plásticas "Sandeman - Splash! Arte e Design em competição 2001"
3º Prémio de Pintura - "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 2000" no Museu Grão Vasco de Viseu
A constatação do espelho
Pedro Constantino revela-nos uma impressionante colecção de acrílicos sobre tela, cujas referências nos remetem para um universo de fragmentos que nos prendem o olhar e a imaginação, levando-nos para espaços oníricos, onde cada excerto representa por si próprio um tema, gerando vários temas dentro de cada quadro.
É uma abstracção que, depois de um olhar prolongado, poderá sugerir formas concretas, quase representativas. Pelo menos, sentimos que é isso que descobrimos, sob as várias camadas de tinta e os vários sedimentos ocres que se sobrepõe em cada pincelada, uma profusão de pequenos mundos ocultos, como impressões submarinas, plenas de oxidações e calcificações de naufrágio, ou sugestões espeleológicas, como se fossem revelações do interior das cavernas, igualmente ocultos e distantes do olhar dos homens.
Curiosamente, a melhor analogia que encontramos para esta interpretação é o impressionante documentário de Werner Herzog (estreado há cerca de um ano, em Março de 2011), Cave of Forgotten Dreams, sobre as pinturas paleolíticas escondidas no interior das grutas de Chauvet, no Sul de França. Herzog filmou, iluminado apenas pelas pequenas lanternas dos espeleólogos, essa descoberta impressionante das primeiras manifestações artísticas da humanidade, integradas, de forma quase perfeita, no aparato de cores e texturas da própria geologia do coração da montanha. De certo modo, embora em medidas diferentes, não podemos deixar de sentir uma correspondência entre as imagens de Chauvet e as obras que temos agora em exposição.
É esta a nossa proposta de guia de leitura para o trabalho de Pedro Constantino, essa ideia de explorador espeleológico, que, descendo ao interior do planeta, vai descobrindo as fulgurações cromáticas únicas dos minerais, a par e passo com a revelação da arte ancestral da humanidade, esses primeiros contactos que nos sobre-elevaram em relação às outras espécies.
Do encontro com cada pintura e com os seus múltiplos universos, somos então convidados para este curioso universo paradoxal, entre a abstracção mais pura e a sugestão naturalista das paisagens, onde a arte nos pode levar a procurar, dentro de nós próprios e dentro de cada tela, os muitos mundos fantásticos que, peça a peça, se encontram ocultos, quase como se fosse um puzzle por ordenar, no interior do trabalho de Pedro Constantino.
Que a viagem vos seja tão reveladora como o foi para nós.
Mário Bruno Pastor, Julho de 2012
