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- À conversa com... Filipe Faria - autor das ''Crónicas de Allarya'' falou sobre a sua obra literária a alunos arcuenses
À conversa com... Filipe Faria - autor das ''Crónicas de Allarya'' falou sobre a sua obra literária a alunos arcuenses
"Quem lê livros de fantasia, quer de alguma forma escapar a este mundo. Em parte é por isso que muita gente pensa que a fantasia é infantil!", Filipe Faria
O escritor alfacinha Filipe Faria, vencedor dos Prémios Branquinho da Fonseca, pela Fundação Calouste Gulbenkian e Jornal Expresso, em 2001, e em 2002 do Prémio Matilde Rosa Araújo - Revelação na Literatura Infantil e Juvenil, esteve ontem (14 de Março) na Casa das Artes arcuense no âmbito do espaço "À conversa com...", inserido na programação da Semana da Leitura, a decorrer até ao próximo dia 19 de Março.
O autor das "Crónicas de Allarya" e adepto da literatura fantástica teve uma conversa, moderada pelo professor universitário Sérgio Sousa (ILCH - Universidade do Minho), com os alunos do 11º ano da EB 2,3/S de Arcos de Valdevez (11ª A, C; D, E, F, G; H, I) e da Epralima (Curso de T. de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade / Curso T. de Organização de Eventos), na qual falou do acto de escrever, sobre as suas obras e da forma espontânea com que foram surgindo.
Segundo o próprio, "capítulos inteiros surgiram do nada, de expressões, do estar a atento a pequenos pormenores...nunca se sabe quando uma expressão nos pode dar uma ideia para criar um capítulo."
"Quando comecei a escrever, as personagens surgiram primeiro e só depois surgiu o mundo de Allarya. Ambos foram crescendo de forma orgânica", adiantou referindo-se à forma como começou a criar os seus livros, explicando depois ao auditório que as personagens das crónicas surgiram no seu imaginário ainda na sua infância e foram sendo enriquecidas conforme o tempo foi passando, estando agora melhores, mais profundas e sendo cada uma delas especial à sua maneira.
Referindo-se ao facto de muitos dizerem que quem escreve histórias fantásticas quer, de certa forma, alienar-se do mundo em que vive, Filipe disse que: "não escrevo para esquecer o nosso mundo... Escrevo o mundo fantástico, baseando-me naquilo que vivemos no nosso, no entanto, durante muitos anos vivi no nosso mundo e no outro, a conceber personagens e histórias".
Sobre "Oblívio", o 7º e último volume da saga das "Crónicas de Allarya", Filipe diz ter sido "mais um «até qualquer dia» do que um «adeus», e um regresso a Allaryia está sem dúvida agendado para um futuro mais distante. Este livro foi como um exame nacional após dezasseis anos de proveitosa e acima de tudo prazenteira aprendizagem, um marco na minha vida e carreira artística... e teve uma Edição de Luxo. O meu exame nacional não. Logo, deve ter sido mais importante". (in www.allaryia.com)
O autor deixa assim os heróis, que o acompanharam desde os 16 anos, e começa a pensar em futuros trabalhos...quem sabe em novas crónicas, tão boas ou melhores que as últimas.



