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Recriação do torneio histórico aconteceu a 27 de junho em Vigo e a 28 de junho no Porto

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04 Julho 2018


Recontro de Valdevez


Cidades de Vigo e Porto receberam duelo histórico entre Afonso Henriques e o primo Afonso VII de Leão e Castela

O Recontro de Valdevez, um dos momentos cruciais para a formação de Portugal, ganhou vida nas ruas do centro histórico de Vigo a 27 de junho e na Estação de S.Bento, no Porto, a 28. As recriações históricas desse episódio medieval envolveram vários figurantes de época.
Em Vigo foi realizada uma arruada pelas ruas do centro histórico, com saída do Camões – Centro Cultural Português, tendo sido convidado o alcaide de Vigo e o Consulado Português nesta cidade.
Já no Porto, o Recontro ganhou vida no átrio principal da estação de São Bento, não estivesse este momento representado nos icónicos azulejos de Jorge Colaço. Esta recriação foi ainda uma bela homenagem ao artista, já que em 2018 se comemoram os 150 anos do seu nascimento, assumindo assim esta iniciativa no âmbito do programa celebrativo definido pela Infraestruturas de Portugal.
Apesar de ter começado na estação de São Bento, o evento alastrou-se pelas ruas da Baixa do Porto.
Entre os figurantes estiveram, Afonso Henriques, Afonso VII e respetivas guardas e escudeiros.
A música e a dança, típicas da época, também não faltaram.
Estes eventos em Vigo e no Porto serviram de apresentação à recriação Histórica do verdadeiro Recontro, que acontece a 7 e 8 de julho em Arcos de Valdevez.
O Recontro de Valdevez é um momento referencial da história de Portugal que teve lugar em 1141 e colocou frente-a-frente os exércitos de Afonso Henriques, futuro primeiro rei de Portugal, e os do seu primo Afonso VII de Leão e Castela.
Esta é já a 3.ª edição de uma verdadeira viagem à Idade Média e ao século XII com dois dias cheios de dança, música e atividades, das 15h às 00h, no histórico e recentemente reabilitado Paço de Giela.

Contexto: A história do torneio que evitou uma batalha
O Recontro de Valdevez, ou Torneio de Arcos de Valdevez, aconteceu no Vale do Rio Vez, em Arcos de Valdevez, quando D. Afonso Henriques rompeu a paz de Tui (1137) e invadiu território galego.
Em resposta, as forças de Afonso VII de Leão e Castela entraram em terras portuguesas, arrasando os castelos à sua passagem. Era sinal de uma batalha quase certa, mas o momento acabou por culminar num “bafordo”, um tipo de torneio medieval representativo da destreza dos cavaleiros envolvidos, cujo resultado da contenda era normalmente aceite por ambas as partes, evitando um desnecessário derramamento de sangue.
Assim aconteceu em Valdevez: os dois primos acordam uma convivência pacífica, numa lição inteligente de diplomacia e bom senso, bases fundamentais para o início da consolidação do futuro reino de Portugal e, sobretudo, de união face ao rápido avanço árabe no Sul.
De qualquer forma, a sorte das armas pendeu para o lado português e muitos historiadores consideram que o episódio foi o passo decisivo e a última etapa para o nascimento de Portugal, já que valeu a D. Afonso Henriques as boas graças da Igreja e antecedeu a celebração do Tratado de Zamora em 1143.

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