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8000 ha ardidos nas áreas do Mezio e Soajo

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18 Agosto 2010

O incêndio que lavrou durante mais de sete dias em Arcos de Valdevez, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, nas zonas do Mezio e Soajo, está extinto, disse Carlos Ferreira, comandante dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez.

Contabilizando cerca de 60% da área inserida no Parque Nacional ardida (8000ha), a estabilização do vento, o aumento de humidade e a baixa de temperatura foram três das principais ajudas no seu combate.

No local, por prevenção e vigilância estão no terreno 111 homens, nomeadamente Grupos de Bombeiros do Porto, Lisboa e Leiria, assim como elementos da Força Especial de Bombeiros, mais conhecida por "Canarinhos", que lá permanecerão até cerca das 16h00 do dia de hoje (18 de Agosto).

Durante dias, Arcos de Valdevez foi palco de um cenário dantesco, com vários fogos a deflagrarem um pouco por todo o concelho. Lugares tiveram de ser evacuados e viaturas, bem como pequenas construções, como palheiros ou cortes, foram consumidas pelo fogo, tendo sido graças à participação activa de equipas da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), nomeadamente: Força Especial de Bombeiros (FEB) - "Canarinhos", Grupos de Reforço de Incêndios Florestais, nomeadamente de Lisboa, Leiria, Aveiro, Porto, Santarém, Coimbra e Bragança, dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, pelotões do Exército, os GIPS, equipas GAUF - Grupo de Análise e Uso do Fogo, equipas do Serviço Municipal de Protecção Civil e cantoneiros municipais, perfazendo um total de perto de 200 homens, que se conseguiu pôr término aos fogos.

Além de meios terrestres e diversa maquinaria pesada, que auxiliou na construção de novos aceiros, estiveram presentes nos diversos teatros de operações meios aéreos, nomeadamente, dois aviões canadair, helicópteros pesados Kamov e helicópteros médios e ligeiros.

Ontem, 17 de Agosto, ainda se verificaram dois incêndios: um na freguesia de Prozelo, que contou com a ajuda de 15 homens no seu combate, e outro em Morilhões, para onde foram destacados 5 homens.

Também extintos, a situação está neste momento mais calma, não se tendo verificado até ao momento qualquer foco de incêndio no concelho.

De destacar que o executivo municipal assim como os funcionários camarários estiveram sempre disponíveis para ajudar a combater este flagelo, tendo sido os papéis do vereador da Protecção Civil, Martinho Araújo, da técnica do Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal, Alexandra Nogueira, e do presidente da Câmara, Francisco Araújo, fundamentais.

Metade dos mais de 300 fogos diários registados na primeira quinzena de Agosto no país foram causados por negligência, concluiu a Autoridade Nacional Florestal (ANF) no seu relatório provisório. Cerca de 40 por cento dos 14 661 fogos registados a nível nacional este ano foi provocado por falta de cuidado com «queimas, queimadas, fogueiras e cigarros», de acordo com a ANF.

Município de Arcos de Valdevez
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