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Terceiro dia da XX Feira do Livro contou com a presença de Francisco Moita Flores

Terceiro dia da XX Feira do Livro contou com a presença de Francisco Moita Flores
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26 Julho 2010

O terceiro dia da XX edição da Feira do Livro de Arcos de Valdevez (23 de Julho) teve como pontos altos na sua programação a apresentação do livro "Mataram o Sidónio", da autoria de Francisco Moita Flores, e a excelente actuação de "Trio Pagú", um projecto de homenagem à Bossa Nova e à MPB, numa formação pouco convencional, composta por guitarra, bateria/percussão e voz, e, tal como nos outros dias, a afluência de bastante público às iniciativas foi uma constante.

Francisco Moita Flores, autarca e especialista na área da criminologia, tem escrito obras de grande sucesso, quer em livro quer para televisão, e é considerado pela crítica como um dos melhores argumentistas portugueses. A sua mais recente obra, "Mataram o Sidónio", foi o mote para a vinda a Arcos de Valdevez deste autor de séries consideradas como marcos de excelência da ficção portuguesa, como é o caso d'A Ferreirinha.

Francisco Araújo, presidente da Câmara Municipal, fez questão de estar presente nesta iniciativa para "cumprimentar o homem da cultura, homem das letras e autarca, que é o verdadeiro exemplo de que é possível conciliar várias tarefas a nível profissional".

De igual modo, proferiu palavras de agradecimento às editoras e livrarias que colaboraram na realização da Feira do Livro deste ano e destacou a apresentação de trabalhos de autores arcuenses. Aspectos que no seu entender "denotam a importância da Feira e a importância da cultura no município".

"Mataram o Sidónio" retrata o assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. "É uma memória de uma memória de mim e daquelas histórias que nos embalam e nos vão trazendo", adiantou Moita Flores.

"O livro surgiu quando eu tinha 10/12 anos. Na altura em que uma pessoa começa descobrir que existem pessoas de outro sexo", referiu em tom de brincadeira, e foi devido à pneumónica e ao interesse pelo acontecimentos que marcaram o ano de 1918 - "desde cedo comecei a perceber que a pneumónica tinha sido um choque profundo para toda a população e hoje em dia já é difícil haver testemunhos desse tempo. Ela marca o ano de 1918. O pior ano, o ano mais ruim da nossa História recente" - que Moita Flores se decidiu a escrever esta narrativa. "Uma velha narrativa que estava dentro de mim e que evoca o meu avô Francisco e as minhas memórias". De referir que o avô do autor teve uma namorada que faleceu nesse ano vítima de pneumónica.

Neste livro, Francisco Moita Flores "reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica. (...)

Os resultados são inesperados e "Mataram o Sidónio" é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos (...) Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance." (in sinopse)

Durante quase uma hora, Francisco Moita Flores "prendeu" a plateia e demonstrou que, para além de escrever bem, também tem o dom da oralidade, pois fez uso de um discurso fluido e emocionado que enriqueceu culturalmente e espiritualmente todos os presentes.

O tempo passou, mas a vontade de o continuar a ouvir durante o dobro do tempo permaneceu...

Município de Arcos de Valdevez
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