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Charutos dos Arcos

Charutos dos Arcos

Este doce, de origem conventual, constitui um dos ex-libris da doçaria arcuense. De forma cilíndrica, semelhante a um charuto com 8 a 10 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro. O invólucro exterior é feito de massa de hóstia ou obreia e o recheio é de textura cremosa, preparado à unidade. O nome está registado pela Doçaria Central desde 1963, embora a receita seja antiga, e o segredo permanece bem guardado. Outras pastelarias da vila começaram a fabricar charutos, que apresentam variantes relativamente à receita original: acrescentam-lhe amêndoa, raspa de laranja, doce de chila, etc.

Locais de Aquisição ou Degustação: Pode adquiri-los na Doçaria Central e noutras pastelarias e estabelecimentos comerciais da vila, ou degustá-los, acompanhados com laranja de Ermelo, em alguns restaurantes da zona.

Receita
Ingredientes

  • 250 gr. de açúcar
  • 250 gr. de amêndoa ralada
  • 8 ovos
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 limão
  • folha de obreia q.b.
  • açúcar para envolver q.b.
  • Preparação

Ponha o açúcar ao lume com a água necessária, até formar o ponto de cabelo. Fora do lume, deite a amêndoa ralada muito fina, as gemas muito levemente batidas, a manteiga e a raspa de limão (se preferir pode utilizar antes a casca do limão ao preparar a calda do açúcar). Leve ao lume brando, mexendo sempre para cozer os ovos e engrossar. Retire do lume e deite numa travessa até arrefecer (é melhor de um dia para o outro). Recorte a folha de obreia em formato de hóstia ou em rectângulo e vá-as humedecendo com um pano molhado. Deite um pouco de recheio no centro de cada bocado, enrole e cole os bordos com clara de ovo, formando charutos. Passe por açúcar. Deixe secar.

Pode servir acompanhado com rodelas de laranja do Ermelo.

Doçaria Central
A Doçaria Central é fundada em 1830 por Francisca Doceira, bisavó da atual proprietária, D. Alzira Galvão. Em 1947, quando era proprietário o Sr. Manuel Galvão, as instalações beneficiam de grandes melhoramentos, facto noticiado pela imprensa regional da época: “ A sala com o pavimento do mosaico, as paredes frescas e revestidas de grandes espelhos, o tecto tufado de alvinitente gêsso, as mesas graciosamente dispostas, o espaçoso balcão de mármore em rigorosa simetria, e as estantes a abarrotar de tentadores doçuras, tudo constitui um conjunto artístico harmonioso e de bom gosto, que convida e atrai; a dita sala foi completamente transformada e grandemente ampliada.” (jornal A Vanguarda, 21 de Dezembro de 1947). As mesas destinavam-se então a servir “vinhos finos”, brancos, e um sortido completo de doce regional. Poderá aqui adquirir os afamados Charutos dos Arcos, mas também os Rebuçados dos Arcos, os Bolos de Festa e o Pão de Ló. No Natal fabricam Bolo Rei.

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