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7 - Escultura de homenagem ao Padre Himalaya

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Da autoria do escultor José Rodrigues, totalmente em bronze e erigido em 2013 por iniciativa da autarquia.

Manuel António Gomes (Santiago de Cendufe, Arcos de Valdevez, 9 de Dezembro de 1868 — Viana do Castelo, 21 de Dezembro de 1933), mais conhecido como Padre Himalaya, foi um sacerdote católico, cientista e inventor, pioneiro do aproveitamento da energia solar e introdutor em Portugal do interesse pelas energias renováveis. Foi vegetariano e defensor da naturopatia, em particular da fitoterapia e da hidroterapia.
Após receber a ordenação sacerdotal, exerceu durante anos a docência das disciplinas que o apaixonavam — Ciências Naturais, Física e Química. Sentindo necessidade de aprofundar os seus conhecimentos científicos, partiu para Paris, seguiu as lições do físico Berthelot e de outros ilustres professores, ao mesmo tempo que ia trabalhando na aplicação das suas teorias matemáticas e astronómicas à construção de um aparelho para a obtenção de altas temperaturas através da captação das radiações solares, para o qual obteve do Governo francês, em 1899, a respectiva patente. No ano seguinte, construiu um segundo aparelho — que experimentou no alto dos Pirenéus orientais —, com o qual atingiu a temperatura de 1100 graus centígrados, e em 1902, já em Lisboa, construiu um terceiro, com o qual obteve 2000 graus, tendo então conseguido fundir um enorme bloco de basalto.
A fim de divulgar o seu invento, decidiu participar na Exposição Universal de St. Louis, em 1904, apresentando aí um aparelho ainda mais perfeito, que denominou de "Pirelióforo" — ou seja, "eu trago o fogo do Sol" —, com o qual conseguiu obter uma temperatura de 3500 graus, à qual fundem todos os metais e quase todas as rochas, e para cuja dispendiosa construção contou com o auxílio financeiro de vários particulares, nacionais e estrangeiros, tendo o Governo português de então contribuído com "apoio moral".
O padre Himalaya foi ainda o autor de outros inventos, mas um dos aspectos mais interessantes deste cientista visionário foi a sua percepção da importância das energias renováveis, defendendo a utilização da energia das marés e a generalização da energia hidráulica, para além de apontar a necessidade de aproveitar os inúmeros cursos de água existentes no país para a instalação de centrais hidroeléctricas que satisfizessem as nossas necessidades energéticas.
Morreu sem nunca ter alcançado o reconhecimento pela sua actividade notável.

A Rota dos Gigantes do Vale do Lima é um produto turístico que envolve quatro Concelhos da região, cada qual com a sua figura histórica universal, que promoveu Portugal no Mundo.
A cada Município corresponde um “gigante”, sendo que Arcos de Valdevez tem como referencia a personalidade notável do Padre Himalaya, cientista do início do séc. XX, considerado um percursor das energias renováveis, designadamente pelo aproveitamento da energia solar, bem como do conceito do desenvolvimento sustentável.
No concelho, o visitante pode fazer uma passagem pela freguesia de Cendufe, berço de Himalaya, e pelo cemitério da localidade, onde se encontra sepultado o cientista. Em direção à vila, pode ser feita uma paragem no imponente monumento em sua homenagem, da autoria do escultor José Rodrigues, totalmente em bronze e erigido em 2013 por iniciativa da autarquia; o passo seguinte é a paragem na zona do Trasladário, marginal urbana do Rio Vez, para observação do busto de Himalaya, da autoria de Eduardo Tavares, com seguimento para a Casa das Artes local, onde, no espaço da Biblioteca Municipal, será possível aceder à bibliografia sobre o cientista, incluindo o volume de textos inéditos de Jacinto Rodrigues, editado pelo município em 2013, ou o visionamento do documentário “A utopia do padre Himalaya”.

Latitude: 41.82606671725308

Longitude: -8.415769413113594

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