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  XVIII Feira do Livro em Arcos de Valdevez cumpriu os objectivos  
  2008-07-29  
 

feira do LivroNo domingo chegou ao fim mais uma edição da Feira do Livro em Arcos de Valdevez que este ano voltou ao Campo do Trasladário e deixou o recinto da Casa das Artes, local das suas últimas edições.
Segundo informações da organização, era muito importante que a Feira voltasse para o Campo de Trasladário porque as pessoas estavam desacreditadas do evento e muitas nem sequer sabiam que a Feira decorria.
Este ano, considerado pela organização como "um ano zero", em detrimento da animação, a preocupação foi apostar no equipamento, em arranjar um espaço bonito, airoso e colocar os livros mais acessíveis aos visitantes.
Nesta edição optou-se por uma superfície coberta única, em vez das típicas barraquinhas, porque segundo declarações da organização, é muito mais fácil para as pessoas acercarem-se dos livros que se encontram mais "à mão", enquanto que nas barraquinhas se encontram mais afastados em expositores; por questões de segurança, visto ser muito mais fácil vigiar a tenda; por questões de negócio, consegue-se vender muito mais numa tenda única do que em barraquinhas; e por motivos económicos já que fica muito mais caro montar várias barraquinhas do que montar uma única tenda.
A expor estiveram várias livrarias do município e uma empresa de comércio livreiro de Braga que veio enriquecer, emFeira_Livro muito, os conteúdos expostos. É uma livraria com uma dimensão considerável, tem acesso aos livros mais recentes e surgiu para colmatar as falhas deixadas pelas limitações das editoras na distribuição de livros, mais propriamente no Distrito de Braga e Viana do Castelo, pois elas não permitem enviar à consignação para as livrarias os livros mais apetecíveis (primeiro enviam para as grandes livrarias e só mais tarde para as menores).
Nesta XVIII Feira do livro, além das várias actuações musicais, são de destacar as apresentações de livros de autores da terra, como a apresentação do livro "Igreja da Misericórdia dos Arcos de Valdevez: apontamentos sobre a sua História", da autoria de Maria Odete ramos, Maria Lúcia Afonso, Luís Campos e Eduardo Pimenta, do livro "O Nicho de Santiago", da autoria de José Carlos Rodrigues, com alocução de Jacinto Rodrigues e do livro "A minha última Serenata" da autoria de Zé Mokuna.
Igreja_MisericórdiaO livro "Igreja da Misericórdia dos Arcos de Valdevez: apontamentos sobre a sua História" é um resumo de uma investigação feita ao longo de três anos e é considerado um foto testemunho. É a primeira edição de uma série de obras que sairão a seguir, e faz uma breve abordagem da Igreja da Misericórdia que abrirá ao público no próximo dia 9 de Agosto.
Para Francisco Araújo, Presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, esta é uma obra de extrema importância para os arcuenses porque possibilita uma maior proximidade entre os munícipes e a Instituição, o que no seu entender, é de todo o interesse e poderá dar um novo alento àquilo que ela tem em termos de futuro.
A Instituição da Santa Casa da Misericórdia surgiu em 1596 e era uma instituição que tinha propriedades espalhadas por todo o termo de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca. No final do séc. XVIII era já uma verdadeira instituição bancária, pois emprestava dinheiro a juro, o que possibilitou a realização das suas inúmeras obras. Sessão de autógrafos
A Instituição é detentora de um extenso universo e é responsável por várias acções de ajuda para com os mais desfavorecidos. Todos os dias dá apoio a 82 idosos e apoio domiciliário a mais 75. Para além disso, tem também um lar que alberga cerca de 30 mulheres, creche, pré - primária e ainda disponibiliza o seu refeitório.
Francisco Araújo deixou uma palavra a Lúcia Afonso pelo seu empenhamento e dinamismo na elaboração da obra, visto que foi com o seu desafio que se conseguiu publicá-la, e está certo de que se chegará ao fim publicando o vasto espólio que a Santa Casa possui.
O Livro "O Nicho de Santiago" da autoria de José Carlos Rodrigues, um emigrante no Canadá, licenciado em sociologia e nascido na Freguesia de Cendufe, Arcos de Valdevez, tem também ele, grande importância para o município visto ser dedicado à obra do Padre Himalaia.
Nicho_SantiagoO Padre Himalaia, nascido em Arcos de Valdevez e baptizado no Canadá como o Pai da Ciência Solar, foi o autor do primeiro forno solar que permitia utilizar "as energias feitas por Deus". Os seus movimentos eram de rotação como a de um relógio, para assim, ir captando a energia solar.
Desde cedo percebeu que o mundo estava em constante mutação e já em 1890 se dedicava ao estudo das energias renováveis. Despertou interesse a nível mundial e, isso apenas não aconteceu na sua altura porque o petróleo era a energia preponderante, enquanto que, hoje em dia, devido às questões climatéricas tem existido uma maior procura de energias alternativas, resultando num maior destaque à sua obra.
Francisco Araújo que classificou a sua presença na apresentação do livro como uma manifestação de interesse e não institucional, mostrou-se bastante satisfeito pela Câmara Municipal ter colaborado com o autor na tradução da obra de Português para Inglês e, no seu entender, "fica-nos bem dar nota pública e trazer até nós aquilo que o Padre Himalaia desenvolvia, temáticas que apesar de terem sido desenvolvidas há já muitos anos, continuam actuais".
Zé_MokunaFoi com a apresentação ao público do livro "A minha última Serenata", um livro de versos da autoria de Zé Mokuna que a Feira do Livro encerrou e, na opinião de Francisco Araújo, não poderia ter encerrado de melhor forma.
Zé Mokuna é um personagem bastante conhecido dos arcuenses. Homem multifacetado, que canta, compõe, actua, esculpe, referiu que ao longo dos seus 66 anos de vida já representou vários actos, mas no seu entender este é o mais difícil do seu percurso pois a obra é para si como um quinto neto acabado de nascer.
O título, bastante sugestivo, não poderia ter sido outro, visto este homem estar ligado à serenata do Rio Vez desde a sua existência, e ter habituado o povo arcuense à qualidade extrema das suas esculturas exibidas todos os anos nas Festas Concelhias.
Albertina Fernandes, autora do prefácio do livro, classificou Zé Mokuna como sendo daqueles que sabem "entender a Natureza! Por isso é poeta! Por isso é artista!" Segundo as suas palavras, "os versos de Zé Mokuna vêm-lhe de dentro! Da alma!" e este, é para si, um homem que ficará para sempre ligado ao património cultural de Arcos de Valdevez. Zé Mokuna
Desta feita, não poderiam ter sido maiores os elogios tecidos pela Câmara Municipal, no nome de Francisco Araújo, presidente da autarquia, que o classificou como um homem muito dedicado ao concelho e elogiou todo o trabalho realizado por ele na festa do rio, devido à grande imaginação que põe na sua realização e em todos os seus trabalhos artísticos.
De uma maneira geral a edição deste ano da Feira do livro correu muito bem. Os principais objectivos, que eram aumentar as vendas dos livros, proporcionar uma maior aproximação do livro ao público e fazer com que o público tivesse mais interesse em assistir às várias apresentações de livros realizadas, foram cumpridos. O único senão foram as inconstantes condições climatéricas que não ajudaram na realização dos espectáculos, já que este ano eram ao livre e não contavam com a protecção da Casa das Artes.
Foi um ano muito bom e por isso espera-se que o próximo seja ainda melhor, pois a fasquia ficou mais elevada.

 
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